A especulação imobiliária talvez seja a ameaça mais grave à Serra do Japi e em muitas de suas encostas há tentativas de implantar loteamentos clandestinos.Sua localização privilegiada, entre São Paulo e Campinas, faz com que a pressão urbana aumente tremendamente.

Muitos proprietários vêem suas terra somente como reserva de valor e tendem a buscar o lucro imediato na subdivisão dos lotes.A divisão do solo é rigorosamente normatizada, na área da APA o lote mínimo é 20 000 m2, na área tombada, mínimos de 200 mil m2, assim sendo qualquer tipo de partilha de imóveis deve ser questionada sobre sua legalidade.Evitar a urbanização é uma preocupação constante mas há outros problemas graves.

Estradas movimentadas
Uso indevido das vias de acesso, principalmente nos fins de semana. Cavaleiros, bicicletas, charretes são silenciosos e não agridem a calma dos habitantes, dos animais e plantas da serra. Contudo, há gente que quer fazer das estradinhas pistas de corrida, com motores barulhentos, em alta velocidade, poluindo o ar e pondo em risco a segurança de quem quer passear apreciando a paisagem.

Fogo
Muitos proprietários irresponsáveis usam o fogo na limpeza de seus sítios e provocam grandes desastres. Cada encruzilhada é um perigo nas noites de sexta feira por causa de velas usadas em trabalhos religiosos. E nas festas juninas os balões já provocaram muitas queimadas.
Caça Existem muitas denuncias de caça na Serra, pessoas de pouca cultura e nenhuma consciência continuam a ser uma ameaça. Na serra do Japi é proibido por lei. Dá cadeia,

Lixo
Muita gente que vem passear na Serra deixa lixo por onde passa, esse turismo porcalhão tem crescido e se tornado uma ameaça, muitos proprietários da serra não separam seu lixo e contribuem para o aumento da sujeira

Caça ilegal
Uma das mais graves ameaças e a presença de caçadores que é uma constante na Serra, assim como capturas de aves para comércio ilegal das mesmas.

Proprietários
Alguns proprietários não tem a mínima preocupação preservacionista, não tem consciência do valioso patrimônio que ocupam e assim, desmatam, ateiam fogo ou parcelam suas terras.

Ações confusas do poder público
Muitas vezes o poder público permite, através de ações confusas e prejudiciais, que o interesse em preservar a serra seja sobrepujado por interesses imediatistas e destruidores, (interesses imobiliários, extrativistas etc…) nesses momentos a sociedade civil e a justiça devem estar atentos e unidos pela preservação da serra.

A SAB Santa Clara, o Coati e diversas outra entidades têm lutado intensamente contra esses problemas, alie-se a nós, diga -nos o que você tem feito para ajudar a preservar a Serra, traga sua solidariedade, contribuição ou denúncia.