A Sociedade Amigos dos Bairros de Sta Clara é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, não governamental que se rege por estatuto e legislacão específica.

OBJETIVOS: art. 3 do estatuto: – Desenvolvimento do espírito associativo e comunitário -preservação do patrimônio histórico arquitetônico e paisagístico da região. – proteção ao Meio Ambiente. -Atender as reivindicações dos associados.  Colaboração com o Poder Público na gestão da área. – Realização de campanhas educativas e de interesse social.

SÓCIOS: Moradores e proprietários das regiões de Santa Clara, Vargem Grande, Caaguaçu e Paiol Velho  e as pessoas que  tenham interesse no seu desenvolvimento e aperfeiçoamento das condições de vida

ADMINISTRAÇÃO: eleita entre os associados.

PATRIMÔNIO: Área de 3280m2 – adquirido por doação.- (Igreja e Escola)

A SAB.STA CLARA, constituiu-se em 1984, vinda de encontros de proprietários e moradores da região preocupados, inicialmente, com a precariedade de informações a respeito do  processo de Tombamento da Serra do Japi (1983) e as restrições legais para uso e conservação desta área. Durante todos estes anos vem atuando norteada pela legislação ambiental,fazendo, na comunidade, um trabalho de envolvimento e concientização, sobre a importância da preservação, através de iniciativas que buscam a qualidade de vida e a sustentabilidade da região.

Desde o seu começo, cuidou de preservar a centenária Capela de Santa Clara, fazendo com que o então proprietário do terreno onde ela está edificada o doasse à Associação. Posteriormente, no mesmo local conseguiu-se que a Prefeitura construísse o atual prédio da escola. Aos poucos a AAB. tornou-se um canal de comunicação para que a comunidade expressasse suas queixas e reivindicações.

Não sem razão: o bucólico bairro de Santa Clara, até pouco tempo um pequeno e harmonioso aglomerado de casinhas típicas de antigas fazendas paulistas, é, geograficamente, o “portal” da Serra do Japi. É por esse portal que seus moradores e quantos frequentem a Serra são testemunhas das ameaças que pesam sobre a região.

De um canal de comunicação entre a comunidade e o Poder Público, a Associação evoluiu tornando-se uma ONG que atua no “campo” – seus integrantes convivem diretamente com problemas que afetam a frágil Mata Atlântica – foi uma inclinacão natural da entidade. Assim a luta da AAB tem sido a constante procura de soluções para problemas como mau uso das estradas e acesso ás trilhas das matas, o comprometimento dos mananciais, as queimadas e a caça. O impacto ambiental causado por atividades econômicas inconscientes, além da especulacão imobiliária que utiliza parcelamento ilegal do solo, com desrespeito flagrante a vários dispositivos legais.

Ajudar a preservar esse esplêndido patrimônio com que a natureza presenteou Jundiaí não tem sido uma tarefa fácil e há muito por fazer. Mentes lúcidas e combativas têm felizmente dado suporte a existência da entidade e a diversificação dos projetos vêm envolvendo um número cada vez maior de interessados, apesar dos escassos recursos.

Fazemos aqui um agradecimento e homenagem à nossa querida e saudosa sócia fundadora Leontina Ferreira – Yaya – sabendo que ela continua a zelar pela Serra do Japi, lá de onde ela agora está, com o mesmo carinho e determinação que sempre marcaram sua luta.