Laboratório do Museu Biológico - Instituto Butantan

Pionerismo em ciência-cidadã

A relação entre o Instituto Butantan e a ciência cidadã data portanto de mais de 100 anos, e se mantém através das forte comunicação com o público, notável até o presente, e atividades desenvolvidas com a colaboração de seus visitantes. Exemplos são os projetos de serpentes de Guapiruvu e aqueles desenvolvidos pelo Observatório de Aves – Instituto Butantan em colaboração com a SAVE Brasil, o Sistema Ambiental Paulista e o Avistar.

Vital Brasil pioneiro da ciência-cidadã

No início do século XX, o medico Vital Brazil, primeiro diretor do Instituto Butantan, buscava soluções para o tratamento das picadas de cobras, então um grande problema de saúde pública. Ao estabelecer formas de receber exemplares de serpentes coletadas por terceiros, utilizando seus dados e os espécimes para suas pesquisas, e ao mesmo tempo oferecer ao público ações de esclarecimento sobre acidentes com serpentes e ampolas de soro, Vital Brazil não apenas conseguiu um número imenso de exemplares para suas pesquisas sobre o soro antiofídico, mas também formou a base da coleção de serpentes do Butantan e estabeleceu uma relação com a sociedade que permanece até a atualidade.

Recepção de serpentes

Vital Brazil, primeiro diretor do Instituto Butantan, estabeleceu uma forma de receber cobras coletadas por terceiros, juntamente com as informações destes exemplares, que utilizava em suas pesquisas. Em troca fornecia soro anti-ofídico e palestras e atividades de divulgação sobre serpentes, juntamente com sua equipe.

Frederico Carlos Hoehne

Entre os anos de 1917 e 1925 o Instituto Butantan abrigou uma Seção de Botânica, voltada para o estudo de plantas medicinais. Apaixonado por orquídeas, participante ativo de expedições de coleta lideradas pelo General Rondon, e considerado um dos primeiros conservacionistas brasilieiros, Frederico Carlos Hoehne esteve à frente da Seção de Botânica, criando o Horto Oswaldo Cruz. Sua comunicação com o público tinha como objetivo que os visitantes do instituto trouxessem plantas consideradas medicinais, informando o pesquisador sobre os propósitos para os quais eram utilizadas. Hoehne escrevia sobre arborização urbana, plantas medicinais e conservação em jornais como o Estado de São Paulo e revistas de divulgação. Publicou ainda livros infantis sobre temas relacionados à natureza, à vida nas florestas e à importância e beleza da biodiversidade. Uma de suas mais importantes e contribuições para a sociedade foi a criação do Jardim Botânico de São Paulo.
Frederico Carlos Hoehne chefiava a Seção de Botânica do Museu Paulista, no Instituto Butantan, e recebia plantas medicinais trazidas pelos visitantes, para que pudesse estudar seus princípios ativos

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