#vempassarinhar

Observação de Aves no Instituto Butantan

Há muitos anos, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro oferece caminhadas mensais para observação de aves, guiadas pelo ornitólogo e observador Henrique Rajão. Inspirando-se neste exemplo, desde 2014 o Instituto Butantan oferece aos seus visitantes caminhadas mensais para observação de aves em seu parque, o #vempassarinhar.

Com quase duas mil espécies, o Brasil é o Segundo país do mundo em número de espécies de aves. E elas não estão apenas nas áreas de campos e florestas preservados: mesmo áreas verdes em meio aos grandes centros urbanos podem ter entre 100 e 200 espécies, podendo oferecer experiências capazes de influenciar diretamente as pessoas.
O Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, é um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, produzindo mais da metade dos soros e vacinas utilizados no Brasil, e também um importante centro de pesquisa em toxinologia, e diversidade animal. Desde sua criação em 1899 projetou-se como um espaço para divulgação da Ciência e Cultura, principalmente através de seus três museus. O parque urbano onde se situa era uma antiga fazenda, e por isso mesmo uma extensa área de pasto. Com o passar do tempo e a preocupação em cuidar da vegetação nativa, a área foi novamente colonizada pela Mata Atlântica, e atualmente dos 80 hectares do parque, mais de 60 são cobertos por matas secundárias. O Instituto Butantan fica no Bairro Butantã, na Zona oeste da Cidade de São Paulo, a 15 minutos a pé da estação Butantã, na linha Amarela do Metrô. O parque é aberto à visitação pública das 7:00 às 18:00, e a entrada é gratuita

http://www.butantan.gov.br/butantan


Pelo menos uma vez por mês, geralmente aos sábados, pode-se apreciar um grupo grande de pessoas de todas as idades, com binóculos, câmeras, guias, conversando animadamente entre si. Em diversos momentos, todos ficam silenciosos observando e fotografando alguma ave interessante. Durante o passeio, que dura cerca de duas horas, o grupo tem a oportunidade de visitar áreas do parque que normalmente são restritas aos pesquisadores do Instituto. Um ornitólogo acompanha o grupo, localizando e apontando as diferentes espécies e dando informações sobre elas. O Instituto Butantan produziu um pequeno guia de campo com imagens e informações, que são distribuídos para os participantes. São cerca de 150 espécies de aves no parque, e destas, entre 40 e 50 podem ser vistas em uma única manhã. As pessoas ficam admiradas ao perceber que bem ao lado delas, na cidade, existem aves tão lindas como o pica-pau-de-banda-branca (foto) e o pica-pau-de-cabeça-amarela (foto). A alma de gato (foto) e os bandos de papagaios (foto), maracanãs (foto) e periquitos (foto) também chama atenção. À noite os bacuraus e as corujas (foto) podem ser vistos, se o observador procurar com atenção.  A corruíra (foto), o sabiá-laranjeira (foto) e o bem-te-vi (foto) são comuns, tanto no Butantan quanto nas ruas da cidade. O jacu (foto) espanta pelo seu tamanho, e bandos de 3 ou 4 aparecem de de manhã cedo ou no final da tarde no parque do Instituto.
Depois do passeio os observadores se reunem para um café da manhã coletivo, com bolos, pães, frutas, sucos e café trazidos por todos. Algumas vezes o café da manhã é acompanhado pelo som de flautas, tocadas pelos professores e alunos da escola de Música Movimento, que fica no bairro Butantã.
Por fim, assistem a uma apresentação e participam de um bate-papo, o “papo de Passarinho”, sobre algum tema relacionado às aves, vida silvestre ou à conservação, que pode ser conduzido por um pesquisador, um fotógrafo, um artista, um viajante, ou um educador.
 Considerando a missão do Instituto Butantan e sua estreita ligação com a ciência e desenvolvimento, além de sua missão relacionada à manutenção da saúde e bem estar da população, é fácil perceber por que este projeto é realizado aqui: a ligação direta entre a conservação da natureza, a biodiversidade e a saúde da população.

laboratório do museu biológico do instituto butantan

monitoramento, saúde, biodiversidade, ciência cidadã e alegria